Portal de Eventos, Conferencia Internacional BIREDIAL-ISTEC 2012

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A PRESENÇA DOS PERIÓDICOS DA UFRGS EM FONTES DE INFORMAÇÃO: a visibilidade da ciência nas áreas das humanidades, ciências sociais e linguística, letras e artes
Ana Gabriela Clipes Ferreira, Sonia Elisa Caregnato

Última modificación: 27/11/2012

Resumen


A publicação de um artigo em um periódico não é a etapa final do processo de comunicação científica. É difícil afirmar quando é encerrado esse ciclo, tendo em vista que a ciência se renova e reconstrói a todo instante. Meadows (1999) afirma que realizar pesquisas e publicar são atividades inseparáveis. Portanto, a publicação de um resultado é a finalização de uma etapa, porém o início de outros importantes fenômenos para o desenvolvimento científico. Para que o avanço da ciência prossiga, necessita-se então que o produto da pesquisa tenha repercussão, isto é, tenha visibilidade.  Um dos pressupostos da visibilidade da ciência é a indexação em bases de dados e o acesso aberto (Packer e Meneghini, 2006; Villamón et al. 2009; Tiratel, Giunti e Parada, 2003; Gruszynski e Golin, 2007), entre outras características dentro de um conjunto de atributos.

No Brasil, bem como na América Latina de um modo geral, o acesso aberto é uma realidade na divulgação da ciência produzida nesses países. Exemplos possíveis para corroborar a afirmação: (a) o elevado número de periódicos de acesso aberto e que estão presentes em fontes de informação com o mesmo modelo de acesso e (b) o uso do software canadense Open Journal Systems, traduzido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) como Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Os repositórios institucionais também estão crescendo em número nas instituições de ensino do país, com o intuito de divulgar a produção científica construída dentro das Instituições de Ensino Superior.

As tecnologias da informação e comunicação (TICs) contribuíram para que serviços de bases de dados e demais fontes de informação pudessem ter maior divulgação e, por consequência, maior número de usuários e acessos. Há diversas formas de divulgar a informação na Web, sendo o uso da rede uma maneira de transpor as barreiras geográficas e ainda possibilitar a utilização do o acesso aberto. Entre esses serviços, podem-se citar os periódicos científicos eletrônicos, os repositórios institucionais, bases de dados, portais de periódicos, entre outras fontes de informação.

Pode-se observar que áreas do conhecimento sem tradição em estar presente em bases de dados ou contabilizar o fator de impacto, começam a ser preocupar com a exposição da produção científica em um número maior de fontes de informação e buscam indexação em serviços que favoreçam, de uma forma geral, presença na Web. Essas áreas, em especial a humanidades, publicam seus resultados primordialmente em livros (Meadows, 1999), mas é possível observar um aumento da produção em outros veículos, como periódicos e mesmo aqueles não considerados como canais formais de comunicação científica, como anais de eventos.

Com um aumento de número de publicações periódicas e artigos, as equipes editoriais procuram qualificar a publicação, para que tenha alcance perante a comunidade científica. Parte dessa preocupação, pode-se inferir, é relativa aos critérios que não somente as bases de dados e demais fontes exigem, mas também pela necessidade de qualificação perante as agências de fomento. No Brasil, essa aferição de qualidade se dá através do sistema Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O método consiste em avaliar a produção intelectual dos programas de Pós-Graduação e aferir qualidade às publicações através da análise dos veículos de publicação, ou seja, dos periódicos e livros.

Como as bases de dados possuem critérios rigorosos para a seleção dos títulos a serem indexados, tendo em vista o elevado número destes, observa-se a criação e consolidação de diferentes tipos de fontes de informação nos países de ciência periférica, isto é, aqueles em que a ciência está em desenvolvimento e não escrevem na língua científica mais aceita, o inglês. As revistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão presentes em vários desses serviços. Esse conjunto de revistas possui identidade editorial própria, definida nas diferentes áreas, porém o acesso aberto é uma característica importante, pois a grande maioria destas possibilita ao leitor acesso irrestrito aos artigos, mesmo aquelas que se mantém também no formato impresso.

Neste trabalho, apresenta-se o conjunto de periódicos da UFRGS e as fontes de informação em que estão presentes. Para a análise, foram selecionadas as publicações da área das humanidades, ciências sociais aplicadas e linguística, letras e artes. O motivo desse recorte ocorreu por dois motivos: o primeiro é por não fazerem parte das áreas do conhecimento das ciências duras, ou seja, aquelas que, de acordo com a literatura, preferem publicar em periódicos e o segundo por justamente essas áreas publicarem maior número de títulos dentro da Universidade. O objetivo desta seleção é observar onde estão presentes as revistas das três áreas do conhecimento e se alcançam visibilidade e tecer considerações acerca da quebra de paradigma na maneira que divulgam os produtos das suas pesquisas. Foi possível observar que, embora a presença em bases de dados que forneçam índices bibliométricos ainda é pouco significativa, a presença em outras fontes é crescente. Constatou-se a expressiva utilização de fontes multidisciplinares e com abrangência latino-americana.



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