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Análise da produção científica em Open Access de uma Univer-sidade indexada na Web of Science
Josimara Dias Brumatti Josi, Geisa Drumond Geisa, Jusssara Moore Ju

Última modificación: 17/11/2015

Resumen


Análise da produção científica em Open Access de uma Universidade indexada na Web of Science

Introdução: O OA é a disponibilização das publicações científicas publicadas ou avaliadas por pares através da internet, para leitura, distribuição, impressão, etc, visando à democratização da informação para toda sociedade. Sua concretização é esperada através de duas vertentes distintas: a green road (via verde), onde o autor é o agente que concede a liberação do acesso em Repositórios Institucionais (RI) e a gold road (via dourada) quando o documento, no caso os artigos de periódicos, já tem a liberação do acesso pelas editoras. A partir dos anos 2000 a Open Access Initiative – OAI se propagou pelo mundo todo, obtendo simpatizantes e ativistas no cenário internacional, como Harnad (2004), Suber (2004) e outros. Realizaram-se reuniões para formalizar essas iniciativas e traçar objetivos e metas para efetivar este movimento. No Mundo, podemos citar as declarações de Berlin (2003), Bethesda (2003) e Budapeste (2002) como as principais recomendações do OA. Similarmente no cenário brasileiro, houve apoio ao movimento, como em 2005, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT anunciou a Declaração de São Paulo em apoio ao Acesso Aberto, importante marco na Time Line do OA no Brasil. Atualmente no Brasil, o OA tem iniciativas reconhecidas internacionalmente na gold road, e no cenário da green road, faz-se necessário uma legislação nacional e específica para construção de RI para instituições financiadas com verba pública. Este trabalho objetiva analisar a produção científica da Universidade Federal Fluminense, indexada na Web of Science), desmembrando-as em Acesso Aberto (OA) e Acesso Restrito (não OA), identificando as áreas do conhecimento e comparando quais publicam em OA e o quantitativo dos títulos dos periódicos nacionais e estrangeiros que são OA, para evidenciar quais vertentes do OA (green road, gold road) predominante das publicações disponíveis numa base de dados comercial.

Metodologia: Realizou-se levantamento quantitativo na base de dados Web of Science dos artigos de periódicos publicados pela Universidade Federal Fluminense entre os anos de 2010 a 2015. Os dados foram extraídos na própria base de dados, na opção “Análise de Resultados”. Para divisão das áreas do conhecimento utilizou-se a tabela de áreas do conhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ. Para classificar a nacionalidade dos periódicos científicos, adotou-se o Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas – CCN.

Resultados:

Gráfico 1 – Artigos de periódicos por área de conhecimento e tipo de acesso

Fonte: Dados de pesquisa, 2015.

Encontrou-se um total de 4.252 artigos de periódicos, dentre os quais: 3. 078 são de periódicos de acesso restrito e 1.174 periódicos de acesso aberto. No gráfico 1, apresentam-se esses números elencados por área do conhecimento e divididos pelo tipo de acesso. No que diz respeito aos títulos de periódicos, elencaram-se os 29 primeiros de acesso restrito e de acesso aberto, numa amostragem de 50% para ambos. O gráfico 2 mostra os títulos de periódicos divididos entre nacionais e internacionais. Foram 58 títulos no total, sendo 32 estrangeiros e 26 nacionais.

Gráfico 2 – Títulos de periódico em OA e não OA.

Fonte: Dados de pesquisa, 2015.

Conclusão: Pode-se constatar que a presença de títulos de periódicos de acesso aberto, assim como a indexação dos artigos científicos em acesso aberto numa base de dados comercial, ainda é modesta, com 136 títulos em detrimento de 500 títulos de acesso restrito, ou seja 78%. Evidenciou-se uma distinção entre as áreas do conhecimento no tocante ao quantitativo dos artigos, com baixa representatividade das Ciências Humanas, Sociais, Letras e Linguística em comparação às áreas de Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Biológicas e da Saúde, que, por tradição, publicam em periódicos referendados e de alto impacto, demonstrando maior carência na adoção da green road. No que tange aos títulos de periódicos, apurou-se que 96% dos periódicos nacionais são em OA, o que demostra que as iniciativas em gold road no Brasil têm papel de destaque e resultados animadores, como o SciELO que está disponível na Web of Science. De acordo com o levantamento, os periódicos estrangeiros de acesso restrito correspondem a 87%, demonstrando que a maioria da literatura ainda está indisponível para acesso.  Aproximadamente 10 anos após as primeiras declarações em prol do OA no Brasil, há de se concluir que a demanda brasileira de publicações em periódicos científicos requer iniciativas em green road para que os artigos publicados em periódicos referendados, que são principalmente das áreas das Ciências Hard, possam ter acesso amplo à comunidade via Repositórios Institucionais.

Referências:

EVOLUÇÃO DO ACESSO ABERTO – breve histórico. SciELO em Perspectiva. Disponível em: <http://blog.scielo.org/blog/2013/10/21/evolucao-do-acesso-aberto-breve-historico/>. Acesso em: 10 ago. 2015.

HARNAD, S., et al. The Access/Impact Problem and the Green and Gold Roads to Open Access.  Serials Review , v. 30, iss. 4, p. 310-314, 2004. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0098791304001480>. Acesso em: 10 ago 2015.

SUBER, P. Open Access Overview. 2004. Disponível em: <http://bit.ly/oa-overview>. Acesso em: 10 ago. 2015.


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